28/09/2007 21:32 Nosso próprio vídeo do Osama Bin Ladem Em mais um furo de jornalismo, o Arroto conseguiu ter acesso a mais um sensacional vídeo de Osama Bin Ladem, agora mostrando um novo rumo em sua vida.
21/09/2007 22:55 Luiz Alberto: "eu arregaçaria o Kerlon"
Primeiro a Ana carolina come a Madonna, agora me vem o Luiz Alberto querendo arregaçar o Kerlon. E isso sem nem um papinho, um vinho tinto, uma conversa...Tá certo que o moleque tem cara de retardado e merece levar umas porradas e eu sinceramente gostei de ver o Coelho usando a tática do Canguru Boxeador pra parar o drible da Foquinha, mas antes de alguém querer arregaçar o moleque, vamos pelo menos ter certeza que ele tem mais de 18 anos, senão vai rolar cadeia, moçada. J. Junior | Comente em clima de azaração!(3)
28/07/2007 15:37 Bola pro mato! (A coluna esportiva semanal do João)
Papo de Mulher
Quer ter uma chance de ver ao vivo o futebol da década de 50? Assista os jogos das seleções femininas no Pan. Ver a seleção brasileira enfrentando times aberrantes do resto da Américas é exatamente como deveria ser assistir Pelé e Cia. atacando poloneses, venezuelanos e suecos. E por que? Porque você olha, vê lances de rara técnica e muita beleza, mas também nota momentos de extrema bisonhice, e se não for um Galvão Bueno da vida, vai perceber que uma coisa está diretamente ligada à outra.
Marta só consegue driblar e fazer chover porque do outro lado estão mulheres que são, no máximo, peladeiras de final de semana. O que era exatamente a realidade do futebol nos seus “tempos áureos”, ou seja, quando não existe profissionalismo, não existe preparação física, não existe seriedade e não existe compromisso, a única coisa que sobra para se sobressair é a técnica. E técnica, jogadoras como Marta, Formiga e Daniela têm de sobra, tanto que a seleção goleou quase todos os seus jogos. Mas por favor, vamos admitir que foram jogos ridículos, contra times ridículos.
Será que com as mulheres vai acontecer o mesmo que com os homens e assim que a preparação física passar a ser realmente levada á sério as coisas vão ficar bem mais complicadas?
Flamengo e América/RN
Têm coisas que acontecem na vida e que realmente conseguem deprimir um homem, por mais otimista que ele seja. Uma dessas coisas deve ser, provavelmente, assistir a uma partida entre Flamengo e América de Natal. Foram uma hora e meia de erros bizarros, conclusões estapafúrdias, táticas absurdas e jogadores que realmente deveriam fazer teste de doping até nos treinos, de tão malucos que pareciam estar em campo. A pior parte, e digo isso com toda a sinceridade, é que assistindo os outros jogos do campeonato se nota que apenas uma ou duas equipes fogem desse baixo nível. E a principal delas parece que só conseguia isso dando cafeína batizada para os jogadores. Deprimente.
Como contar medalhas
Agora parece que foi instituída a polêmica sobre contagem de medalhas. Alguns contam por ouro, outros pelo total, e segundo o Lance, parece haver uma proposta de contagem por número de atletas envolvidos na modalidade (o futebol contaria como 11 medalhas, o vôlei como 6 e etc). Alegam que a contagem por ouros beneficia países com mais tradição em modalidades individuais, mas fingem não ver que só gostam da idéia de contar pelo número de atletas porque o Brasil se sai melhor em esportes coletivos. Ou seja, uma discussão idiota e que, numa visão mais “olímpica” não tem absolutamente nada a ver com o verdadeiro espírito esportivo. Minha sugestão é de que passemos a colocar o Bahrein sempre em primeiro e ir seguindo com os países que tiverem mais sétimos, nonos e décimos - terceiros lugares, sendo usado como critério posterior de desempate a nação cuja delegação apresentar as mulheres mais parecidas com a Jennifer Aniston e cujo chefe de missão fizer a melhor imitação do Borat. Nice!
Brasileira é confundida com tenista da Indonésia no sorteio
"Não é preciso um grande conhecimento geográfico para saber que a Indonésia não fica na Américas, portanto não disputa o Pan-AMERICANO. A arbitragem do torneio de tênis, ao que parece, não aprendeu essa lição. Jenifer Widjaja, número 1 do Brasil, não foi cabeça-de-chave no Pan porque a arbitragem a confundiu com uma tenista da... Indonésia! A apuração é do meu colega jornalista Fabrizio Gallas.
Atual 208ª colocada no ranking mundial, Jenifer seria, por direito, a sétima cabeça-de-chave da competição. O problema é que o árbitro-geral do Pan, Jorge Dias, confundiu os sobrenomes na hora de estabelecer as cabeças-de-chave. Ele considerou o ranking da tenista da INDONÉSIA Angelique Widjaja, 335ª colocada na lista da WTA.
O que aconteceu depois? Widjaja (a brasileira!) caiu contra a cabeça-de-chave número 7, a argentina Betina Jozami, nas oitavas-de-final, e foi eliminada. Caso fosse uma das pré-qualificadas, Jenifer só duelaria com outra favorita a partir das quartas. Estou longe de dizer que Jenifer brigaria por medalhas não fosse pela trapalhada, mas tamanha falta de atenção é inadmissível.
Agora vem a parte curiosa. Ao se defender para o jornalista, Jorge Dias admitiu a falha, mas fez uma revelação interessante: havia um representante brasileiro na hora do sorteio da chave e ninguém se manifestou quanto ao equívoco no ranking de Jenifer. E tem mais! A própria Jenifer disse que só percebeu que não era cabeça-de-chave depois de seu primeiro jogo. Tarde demais..."
Bem, eu preciso dizer mais alguma coisa? Indonésia no Pan, pessoas que não reparam se são ou não cabeças de chave em campeonatos, e claro, o brasileiríssimo sobrenome Widjaja...Se fosse Silva ou Oliveira aposto que não tinham confundido...Ok, iam confundir sim, a quem eu quero enganar? J. Junior | Comente em clima de azaração!(4)
15/07/2007 23:16 O Arroto Viu “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado”
Cotação : 3,5 Arrotinhos (em 5)
Existem várias experiências que pessoas da nossa geração dificilmente teriam. Ir ao estádio assistir um jogo do Pelé, poder nadar no rio Tietê (sem morrer tragicamente em seguida), achar a Sônia Braga realmente gostosa, usar uma calça boca-de-sino sem se sentir ridículo, entre outras. E o grande mérito dessa continuação do Quarteto Fantástico é conseguir dar a muitos de nós uma experiência que provavelmente nunca teríamos: ver no cinema um filme que vai se tornar um clássico da “Sessão da Tarde”.
Afinal, não existe maneira melhor de descrever o espírito desse filme, que continua mantendo o quarteto como a franquia mais infantilmente divertida dentre todas as que surgiram no atual boom dos filmes baseados em quadrinhos. “Batman” foi noturno e violento, “X-Men”1,2 e3 tentaram abusar da ação, “Superman – O retorno” buscou o épico, todos os “Homem-Aranha” tentaram dosar ação e humor, mas o Quarteto deixou claro, desde o primeiro filme, que a intenção era fazer entretenimento família, para levar os irmãos e deixar do lado de fora da sala o cérebro e qualquer tipo de expectativa de fidelidade aos quadrinhos.
Nos primeiros 15 minutos do filme é difícil dizer que estamos diante de um filme de ação. O Sr. Fantástico usa seus poderes de esticar das formas mais...digamos...infames do mundo, o Tocha Humana se perfaz como o irmão mais novo mala, o Coisa é o simpático brucutu e a Mulher-Invisível...Bem, quem pode criticar a Mulher-Invisível se ela é feita pela Jéssica Alba e fica (teoricamente) pelada em uma cena do filme? (Apesar de que sempre imaginei Sue Richards como alguém muito mais Meg Ryan e menos patricinha de Beverly Hills, mas quem liga pra minha opinião?)
Depois desse começo estilo comédia da década de 80 (o Quarteto Fantástico é o único filme de super-heróis que nunca vai ser parodiado, porque é sua própria sátira), a coisa até que acelera bastante, com algumas cenas de ação, o retorno do Sr. Destino (apesar de que acho que ninguém chama ele por esse nome no filme) e a ameaça da estatueta Jack Johnson do Oscar, o Surfista Prateado. Algumas boas cenas de ação, algumas piadas desnecessárias, algumas idéias infantilmente divertidas (o Fantasticarro ficou bem legal, se formos pensar no quão bizarro é o conceito de um veículo voador que se separa em bloquinhos individuais), e um final que bem, não é lá essas coisas, mas funciona.
Em suma, daqui a dez anos todo mundo vai delirar com esse filme nas tardes da Globo.
Assista se...
...você sempre se perguntou como o Surfista Prateado fazia xixi. (não eles não respondem isso no filme, mas é o tipo de padrão de raciocínio que os roteiristas demonstram)
...você acha legal piadas com pessoas de borracha.
...você gostava daquelas comédias americanas sobre times disfuncionais que se unem e conseguem superar suas diferenças.
...você gosta das pontas que o Tio Stan Lee faz nos filmes da Marvel.
Não assista se...
...você não consegue ignorar o fato de que a Jessica Alba não é loira e não tem olhos azuis.
...você leu todas as histórias de Stan Lee em “Fantastic Four.”
...você não consegue aceitar que um cirurgião plástico inescrupuloso com poderes cósmicos seja um vilão decente.
...você não gosta dos filmes da “Sessão da Tarde”.
Como todos sabem, o Arroto é um blog de prestação de serviços. Pensando nisso, e cientes de que boa parte dos nossos leitores tem algum tipo de envolvimento com jornalismo, comunicação e/ou sexo em troca de dinheiro, vimos que era mais do que hora de sanar um dos grandes defeitos do ensino do jornalismo/comunicação/sexo em troca de dinheiro do Brasil. A falta de uma matéria ensinando a fazer jornalismo chapa-branca.
Isso porque passamos anos na faculdade aprendendo (ou não) a fazer textos independentes, investigativos e esclarecedores (ou não) que ninguém vai querer publicar, mas nada de nos ensinarem a fazer aquele texto puxando o saco, concordando com o que o patrão quer, dizendo aquilo que todo mundo quer ouvir. Claro, talvez isso todo mundo já nasça sabendo fazer, mas é sempre bom ter umas dicas.
Por isso o Arroto, o único blog que não dá o peixe e nem ensina a pescar porque é filho de dono de peixaria, resolveu ensinar através do exemplo, e pra isso pegou a coluna de hoje (10/07) de um dos maiores colunistas chapa branca da mídia brasileira: José Roberto Wright. Sim, ele mesmo que nunca vê pênaltis contra a seleção, torce desesperadamente nos jogos do Flamengo e acha que o time do Boca é violento mas o Sandro Goiano é uma uma versão atenuada da Princesa Diana.
Analisando seu texto veremos nuances e táticas simples que podem te ajudar a ser um bem remunerado repetidor das coisas que o Galvão Bueno fala, como parte da imprensa esportiva chapa branca. Então vamos lá.
Regra 1: Comece chutando o balde – Um bom começo é algo importantíssimo em qualquer texto, ainda mais num texto chapa branca. Ou seja, deixe claro, já no começo, quem você está defendendo, de onde vem o seu salário, e que o seu mais compromisso é com o seu patrão. E dane-se se todo mundo sabe que você tá errado. “Hoje à noite o Brasil enfrenta o Uruguai. A Celeste tem uma equipe regular. Acredito que passaremos para a final sem maiores problemas.”
Regra 2: Critique quem discorda de você – Afinal, todo mundo sabe que em futebol existe apenas um lado certo. O seu. O resto é gente maldosa e despreparada, que não sabe nada de futebol e quer apenas ver o circo pegando fogo. Por isso desqualifique qualquer um que discordar de você. Veja como ele termina o parágrafo com uma frase que, apesar de fazer sentido, não tem nada a ver com o raciocínio anterior, o que dá a ele uma aparente aura de razão mesmo não tendo dito nada. “De uma maneira geral, a maior parte das críticas que a Seleção Brasileira vem sofrendo fica por conta do monte de volantes que o Dunga tem escalado. Tenho observado que alguns colunistas e comentaristas vêm pegando pesado nas críticas. É mais fácil analisar o fato consumado do que procurar pelas causas que podem levar a seleção ao insucesso.”
Regra 3: Invente desculpas – Afinal, mesmo confiando totalmente na vitória, que pra ele é óbvia, Wright já começa a dar as boas e velhas desculpas esfarrapadas em caso de derrota. “O grupo é formado por jogadores que atuam em países diferentes, com estilos de treino específicos. Todos vieram de uma temporada longa e desgastante. Tudo isso complica o trabalho do treinador.”
Obs: Reparem a beleza do raciocínio, que, através de uma verdade incontestável, esconde o fato de que, bem, em todas as seleções das semi-finais os jogadores atuam em países diferentes, e nem por isso as equipes jogam com 12 volantes.
Regra 4: Parta para a ignorância, se for necessário - Se achar que as desculpas ainda não tem muita credibilidade, culpe a sorte. E minta. “Para piorar, o goleador (sic) Fred se machucou”.
Regra 5: Ilustre sua verdade com exemplos dos quais apenas você lembra “Zezé Moreira, que foi treinador da Seleção Brasileira na década de 50, já dizia naquela época que quando o ataque é limitado, o jeito é se defender primeiro e atacar depois. Foi assim que ele levou o Fluminense, com um elenco inferior ao dos rivais, ao título carioca de 1951.”
Regra 6: Mostre que sabe do que está falando “Aparentemente, nada mudou de lá pra cá. E olha que na época o esquema 2-3-5, ou seja: cinco zagueiros na frente”.
Obs: Difícil entender essa frase. Faltam elementos básicos da gramática na frase e falta também uma boa razão pra compreender porque naquela época os atacantes jogavam na defesa e os zagueiros ficavam lá na frente.
Regra 7: Bata baixo e apele para o patriotismo “A fase é de erros e acertos. Espero que eu não me engane. O futebol brasileiro precisa desse título.”
09/07/2007 22:11 Redatorial "Vivendo e Não Aprendendo"
Sim, o Arroto voltou novamente. Havíamos prometido uma nova abordagem. Bem, nós mentimos. Havíamos dito que o visual iria mudar drasticamente. Não era verdade. Havíamos dito que o Yuri iria voltar a postar. Bem, nisso eu estava acreditando, mas ele tinha mentido quando me prometeu isso. E Tatu, toda aquela história sobre o “Texugo Escarlate” também não era verdade, desculpe. Mas se está tudo na mesma, porque voltamos?
Ora, voltamos porque, assim como Galvão Bueno, nós vivemos mas não aprendemos. Voltamos porque assim como o cara trabalha vinte anos com futebol, assiste uma centena de partidas do São Paulo e diz que o Alex Silva tem experiência como lateral, nós passamos cinco anos fazendo blogs e mal sabemos mudar um template. Voltamos porque assim como o Dunga, nós acreditamos que as coisas podem dar certo mesmo quando feitas de sacanagem. Voltamos porque, assim como o técnico do Boca quando coloca o Palermo pra bater pênaltis, nós estamos mais preocupados com a diversão do que com o resultado. Voltamos porque não temos nada pra fazer. Voltamos porque o Thiago não queria mais ver a notícia levemente gay sobre o Kaká. Voltamos porque fomos chantageados pelo Jaguar e pela Vivian. Voltamos.
Claro, temos em mente, para um futuro breve, mudar isso tudo e fazer algo bem mais legal e diferente. Mas, é claro, só nós acreditamos nisso. Bem, seja como for. Voltamos. É isso aí.
João Luis é redator e só aprendeu a respirar aos 12 anos.
06/07/2007 01:01 Ainda vai levar um tempo pra fechar o que feriu por dentro...
Depois de tanto tempo fora, nada melhor para marcar esse quase retorno do Arroto do que uma notícia de elevada bizarrice:
"Ator de Malhação é acusado de espancar travestis e roubar prostituta
Rômulo Arantes Neto ainda fugiu de motel em São Conrado sem pagar a conta
Rio - O ator da TV Globo Rômulo Arantes Neto, o André de "Malhação", está sendo acusado de agredir dois travestis, roubar a bolsa de uma prostituta e fugir de um motel sem pagar a conta.
A trapalhada começou durante a madrugada. Na companhia do também ator Lui Mendes, Rômulo teria abordado os travestis e a prostituta na Avenida Atlântica, em Copacabana, Zona Sul.
O grupo seguiu para o Motel Vip"s, em São Conrado. Os atores, porém, teriam confudido os travestis com mulheres, fato que só teria sido esclarecido 40 minutos após chegada ao motel.
Revoltados com a confusão, eles teriam então agredido os travestis e abandonado o lugar, levando a mulher, em um Audi preto. No Jardim Botânico, os artistas teriam ainda roubado a bolsa da prostituta e a expulsado do carro. A mulher registrou queixa na 15ª DP (Gávea)."
Violência sem sentido é normal nesse mundo. Violência contra travestis e prostitutas (ou domésticas confundidas com prostitutas) também ta virando clichê. Mas demorar 40 minutos pra perceber que dois travestis não são mulheres, isso sim é novidade. Então lá as 3 explicações do Arroto pra toda essa bizarrice:
A –Na verdade o ator Rômulo Arantes Neto estava solitário, tinha sido chutado pela namorada, precisando de companhia, e chamou seus dois amigos, Lui e Carlos (não citado na matéria) pra bater um papo. No caminho para o boteco, toparam com as 3 moças pedindo carona e foram gentis em dar carona pra elas. O carro quebrou perto de um motel e eles decidiram descer pra tomar uns refrigerantes e falar da vida. Bêbado de fanta uva, o ator global comentou com um dos travestis que tinha trauma de infância por ter o pinto pequeno. O travesti respondeu “eu também”. Aí a pancadaria começou.
B – Na verdade, Rômulo e Lui são viciados em War, e chamaram seu amigo Carlos (não citado na matéria) pra uma partida. Porém, o jogo não pôde ser na casa de nenhum deles, já que suas namoradas odeiam jogos de tabuleiro. Foram para um motel então. Chegando lá, Carlos disse que só jogava se valesse aviãozinho, e eles, adeptos do War clássico, mandaram Carlos á merda. Como não gostavam de jogar só de dois, contrataram uma prostituta e dois travestis. Estava indo tudo muito bem, quando lá pela quarta troca, Rômulo viu que um dos travestis tinha colocado dois exércitos a mais em Bornéu. E além disso, tinha pomo de adão. Aí a pancadaria começou. Logo depois eles se ofereceram pra deixar a prostituta em casa, e no caminho, perto da praia, ela, que não aceitava perder, disse que Rômulo era um babaca e tinha melado o jogo só porque ela já tinha dominado a Ásia e tava quase com toda a América do Norte. Aí eles jogaram ela pra fora do carro.
C – Na verdade tudo era um plano da Vivian e do Jaguar pra sujar o nome do André e separar ele da Marcela J. Junior | Comente em clima de azaração!(4)
13/02/2007 10:04 Notícias Esquisitonas
Sério, eu não preciso ficar sabendo desse tipo de opinião, na boa...
08/02/2007 09:50 Grandes Sanfoneiros Portugueses da Humanidade
Existem algumas pessoas que, por mais talentosas que sejam, parecem ter nascido com a maldição da obscuridade. Pessoas que, por mais que provem de todas as formas possíveis não só suas habilidades inigualáveis como também suas contribuições inestimáveis para a humanidade, jamais recebem o devido reconhecimento. Temos como exemplos de seres humanos que, por mais geniais que tenham sido, jamais receberam o merecido crédito figuras históricas como o escultor da Vênus de Milo, o homem que criou a batata frita e o atacante Evair. Mas agora podemos adicionar a essa lista mais um gênio inegável, um verdadeiro mestre em seu ofício, a música. Capaz de emocionar multidões e tocar o mais duro dos corações com sua poesia mágica e sua música melodiosa, o português Quim Barreiros, nascido em junho de 1947 na Vila Praia do Âncora é um homem a quem todos nós, mesmo que não saibamos, devemos muito. E como o Arroto é acima de tudo um blog que faz justiça com as próprias mãos (mas não na frente das crianças) decidimos usar este espaço para mostrar ao mundo quem é Quim Barreiros.
Mas como conheci Quim Barreiros? Bem, estava eu assistindo o programa “Amigos do Teodoro e Sampaio” quando, no meio de uma propaganda de Krill, eu ouço uma canção que jamais esquecerei. “Seu padre eu já me confessei, eu não comunguei, eu não comunguei! Seu padre eu já me confessei, sou casado batizado, mas eu não comunguei”. Essas palavras inegavelmente captaram minha atenção, e eu assisti atônito a esta bela música sobre um homem que foi seduzido por um travesti dentro da igreja e conta ao padre que sim, realmente rolou um lance entre ele e o homem vestido de mulher, mas eles não chegaram as vias de fato.
Emocionado, comecei a procurar pelo nome do compositor responsável por tamanha genialidade. Qual não é minha surpresa quando descubro que a música é de autoria de um sanfoneiro português. Mas surpresa maior ainda foi descobrir que pelo menos metade das músicas de duplo sentido que eu conheço foram na verdade compostas por esse bravo homem de além mar. Compositor de canções líricas e românticas, como “Chupa Teresa”, “Quero Cheirar teu Bacalhau” e “Tira a Roupa”, Quim Barreiros também é o autor de versos que se tornaram imortais na música brasileira como “vou comprar uma panela de pressão pra ver se eu cozinho mais depressa”, “ela segurava o coco e alisava o canudinho”, “tiro cedo, ponho à noite e também de tardezinha, tô até trocando óleo na garagem da vizinha”.
Mas ele não se limita a isso! Tudo é tema para uma canção cheia de amor e significados tocada pela sanfona mágica de Quim! Um curso de datilografia (“só bato por letra, só bato por letra, a professor fica olhando enquanto eu bato por letra”) ou o ciberespaço (“Lizete deixa eu te meter o disquete na internet”), assim como problemas de um sapateiro (“meu tênis está muito duro, mas eu sei que vai entrar”) também podem motivar esse mago das palavras a escrever mais um sucesso.
É uma injustiça, portanto, que os brasileiros ainda não conheçam o talento desse português que parece ser o único capaz de destronar o mais mitológico de todos os grupos de músicas sobre temas bizarros, o Nabusanfa, autor da mítica “Mulher de Borracha” (“mulher de borracha, você se encaixa tão bem, não me esculacha, não fica de chico e não pega neném”).
Quer saber mais? Entre no site do homem! Quer conhecer mais letras de músicas dele? Entre aqui!